1# SEES 14.5.14

     1#1 VEJA.COM
     1#2 CARTA AO LEITOR  INFLAO NO CRIA EMPREGO
     1#3 ENTREVISTA  ZIL CAMARGO  CONSEGUI VIRAR A PGINA
     1#4 MALSON DA NBREGA  PESQUENAS EMPRESAS E CAOS TRIBUTRIO
     1#5 LEITOR
     1#6 BLOGOSFERA

1#1 VEJA.COM

EM CLIMA DE COPA
Faltando um ms para o jogo de abertura, a populao do pas-sede est dividida em relao  Copa do Mundo  mas isso no significa que o brasileiro pensa em ignorar o evento. Na semana passada, o site de VEJA realizou uma pesquisa com seus leitores para descobrir quais so os planos deles para o perodo da competio. Em 100% dos questionrios preenchidos, os participantes disseram que pretendem acompanhar o Mundial. Quatro em cada dez esperam assistir no apenas s partidas da seleo, mas tambm aos outros jogos mais importantes. Quase 10% devero ver pelo menos uma partida ao vivo no estdio  e, apesar de muita gente ter dito que evitaria as doze cidades-sede durante a Copa, s 12% revelaram planos de viajar para fugir da superlotao e do caos previstos em algumas das capitais que recebero as partidas. O ufanismo, porm, est em baixa: apenas 19% dos participantes da sondagem querem decorar sua rua, sua casa ou seu carro com as cores do Brasil durante o torneio.

A CRISE DA GUA
O nvel do reservatrio do Sistema Cantareira, que abastece mais de 9 milhes de paulistas, chegou a um dgito, pela primeira vez na histria. Se o vero de 2015 for seco como o de 2014, no haver sada: as torneiras vo secar. O site de VEJA ouviu engenheiros especializados em recursos hdricos para saber como evitar a crise a longo prazo  sem ficar  merc de So Pedro. A reportagem mostra tambm como outros pases resolveram a escassez de gua.

A IPHONIZAO DA APPLE
A Apple  cada vez mais iPhone. De cada 10 dlares que entram no caixa da empresa americana, 6 so gerados pelas vendas do smartphone. Por outro lado, o faturamento de computadores, iPods e iPads encolhe. A companhia criada por Steve Jobs no  a nica a apoiar sua gigantesca estrutura no sucesso de um produto (ou de poucos). Google e Microsoft fazem o mesmo. Analistas ouvidos por VEJA.com afirmam que a situao pode se tornar arriscada se essa dependncia se combinar a outro fator: a ausncia de inovao permanente.


1#2 CARTA AO LEITOR  INFLAO NO CRIA EMPREGO
     Na reportagem desta edio de VEJA sobre a corrida presidencial fica evidente que a economia ser um dos grandes divisores de guas entre Dilma Rousseff e seus desafiantes, Acio Neves e Eduardo Campos. Os candidatos vo confrontar suas vises sobre o papel do governo no funcionamento dos mercados. O mineiro Acio e o pernambucano Campos vo esgrimir exibindo realizaes na administrao de seus estados natais. Ambos tm coisas extraordinrias para mostrar. Acio tirou Minas Gerais dos ltimos lugares e colocou-o em primeiro no ranking de estados exportadores, restaurou o crdito internacional, que fora minado por uma moratria de Itamar Franco, seu antecessor, e, principalmente, implantou um sistema educacional modelo que, ano aps ano, produz alunos com o melhor desempenho do Brasil nas mais rigorosas e amplas avaliaes nacionais e internacionais. Sob Campos, Pernambuco viu sua economia crescer, a educao melhorar e a atrao de investimentos disparar consistentemente, muito acima da mdia nacional. Cada qual a seu modo, Acio e Campos foram administradores que ajudaram as empresas a tornar-se mais eficientes e competitivas e, assim, criar riqueza e empregos. Dilma ter o desafio de defender seus quatro anos em Braslia  e no existe quem possa descrever suas polticas como amigveis aos mercados. 
     Os eleitores podem at ter dificuldade em decidir o que  melhor para o Brasil, mas ser fcil perceber o abismo que separa a viso da presidente da de seus competidores. O ponto dominante da disputa, na semana passada, foi a crtica direta feita por Dilma s promessas de Campos no que diz respeito ao controle inflacionrio. "A vem uma pessoa e diz que a inflao vai ser 3%,  que a meta de inflao  3%. Ah, ? Faz uma meta de inflao de 3%. Sabe o que ela significa? Desemprego. Em que proporo? L pelos 8,2%, 8,5%, 9%, 10%, 11%, 12%. Por a", afirmou. "Como enquadra no Oramento? Eu quero ver." 
     Uma meta inflacionria de 3% no  incompatvel com a criao de empregos  desde que o governo corte os gastos. Chile, Colmbia e Mxico esto prximos do pleno emprego e tm compromisso com metas inflacionrias de 3% ou menos.  inescapvel, portanto, concluir que Dilma relaciona inflao alta com criao de empregos.  uma posio anacrnica, atrasada em relao  concepo de Acio e Campos, para quem o papel do governante  promover um ambiente de inflao baixa para as empresas gerarem empregos. 
     Relaxar no controle da inflao com o objetivo de diminuir o ndice de desemprego pode at funcionar, como mostrou no fim da dcada de 50 o economista neozelands William Phillips, cujas concluses foram ilustradas pela famosa curva que leva seu nome. No entanto, inmeros estudiosos e a realidade de diversos pases, entre eles, tristemente, o Brasil pr-FHC, deixaram claro que esse recurso  emergencial, seus efeitos positivos esgotam-se logo e, invariavelmente, resultam em uma herana amarga. Empregos de qualidade so criados pela melhoria da educao, aumento da produtividade, manuteno da estabilidade macroeconmica, adoo de uma poltica econmica crvel e existncia de regras claras e respeitadas.  isso que os eleitores precisam cobrar de seus candidatos. 


1#3 ENTREVISTA  ZIL CAMARGO  CONSEGUI VIRAR A PGINA
Nos tempos de penria ela vendeu a prpria aliana de casamento, mas no auge do sucesso foi trada e se separou de Zez Di Camargo. Agora, pela primeira vez, conta sua histria.
LVARO LEME

O brao forte (esculpido  base de muita malhao e boxe) da goiana Zil Camargo, de 51 anos, foi decisivo para uma das mais bem-sucedidas trajetrias do sertanejo brasileiro, protagonizada pela dupla Zez Di Camargo & Luciano. Desde a dureza dos primeiros tempos, quando Zil (apelidada de "Ona" em razo do temperamento ferino) vendeu a prpria aliana para pr comida na mesa, era dela a mente financeira e pragmtica  um trao bem retratado no fenmeno de bilheteria 2 Filhos de Francisco. H duas semanas, ela formalizou o fim da unio de trs dcadas com Zez, depois de quase quatro anos j vivendo longe dele e dos trs filhos, em Miami. A VEJA, Zil abriu o corao bem a seu estilo, sem rodeios. 

A senhora continuou casada no papel at duas semanas atrs. Depois de todos esses anos, ainda tinha esperana de reatar com Zez? 
Quando empacotei minhas coisas e despenquei para Miami, estava destruda, completamente sem cho, mas ainda acreditava que a distncia poderia fazer com que os sentimentos mudassem. S pensava em resgatar meu casamento. Foram anos at entender que aquele era o ponto final mesmo e que precisava seguir em frente. Quando sequei as esperanas, decidi voltar ao Brasil e formalizar a separao. Posso dizer que fui at o meu limite. Suportei muita coisa em nome dessa unio. 

Est se referindo  traio que acabou se tornando pblica? 
Imagine o que  ser casada com um artista conhecido em todo o pas. No sei dizer quantas vezes vieram me falar de infidelidades do Zez. J na poca de  o Amor, o primeiro sucesso dele, essas histrias chegavam ao meu ouvido, mas eu preferia no saber o que acontecia na rua. Ficava triste, balanada, mas tinha a segurana de que nosso elo era mais forte. Ele sempre voltava para casa, para a famlia. Era o que importava. At que, um dia, um amigo empresrio me levou para um restaurante e falou de um relacionamento do Zez com uma moa que parecia ser mais srio. Foi a primeira vez que tive a certeza de ter sido trada de verdade. A a casa caiu. 

Qual foi a sua reao? 
S pensava: "Esto arrancando de mim meu grande amor". Num momento desses, a sensao  de a vida estar suspensa no ar. Desmoronei. Naquele dia de fevereiro de 2007 eu tinha organizado um jantar para uma turma. Voltei para casa dirigindo, aos prantos, e l encontrei Fausto Silva, Tom Cavalcante, Joo Paulo Diniz, todos amigos chegados. Tentei agir com naturalidade, para que ningum notasse o meu estado. Quando finalmente os convidados se foram, chamei o Zez num canto e disparei a pergunta que me matava por dentro, sem nenhum floreio: " verdade?". E ele confirmou. Confirmou, mas garantiu que terminaria o romance, que queria manter o casamento. Eu acreditei e aceitei. 

E o que aconteceu nesses trs anos at sua ida a Miami? 
Vivemos bons e maus momentos. Era como uma gangorra. s vezes, ele ficava na dvida e me pedia um tempo para pensar; noutras, a coisa se estabilizava e era como se aquele fantasma tivesse desaparecido para sempre. At que soube que ele tinha voltado com a tal mulher. Decidi ento fazer as malas. 

A senhora a conheceu? 
Nunca cruzei com essa moa, nem mesmo depois que voltei de Miami, em dezembro. Fiquei morando uns tempos na casa que era minha e de Zez, em Alphaville. Sim, estvamos sob o mesmo teto, eu e ele, mas cada qual no seu quarto, apenas como amigos. Quando a reforma do meu apartamento novo ficou pronta, sa. Mas sei que os dois esto juntos at hoje.  

A senhora no teve nenhum acesso de fria? 
Quem me conhece sabe que sou esquentada, brava, mulher de gnio forte. O prprio Zez tem gravado no celular dele meu nmero com o apelido "Minha Ona". Mas sou, acima de tudo, uma pragmtica. E sabia que no seria com xingamento nem quebrando a casa toda que teria o meu casamento de volta. Tambm nunca dei o troco torrando o dinheiro do Zez. Sabe por qu? Porque quem sempre cuidou do lado financeiro fui eu. Se estourasse o limite do carto de crdito, adivinhe quem cuidaria da fatura. 

A senhora guarda raiva? 
Sinceramente, no. Aquilo que tnhamos de to especial, o amor da adolescncia e de boa parte de nossa vida, virou outra coisa. Fiz tudo, tudo mesmo para salvar o meu casamento, sem vergonha de me expor e de correr atrs. Mas nunca me coloquei no lugar da coitadinha, da mulher trada e humilhada, porque esse papel nunca me coube bem. Perdi, sim, a batalha e chorei at secar, mas consegui me refazer. 

Durante sua estada em Miami, a senhora foi fotografada inmeras vezes em companhias masculinas. Alguma era para valer? 
Quase todos esses que apareciam ao meu lado eram homossexuais, outros eram s amigos mesmo. At teria sido bom, mas, honestamente, no havia espao para mais ningum naquela fase. Era s o Zez, com quem fiquei pela ltima vez h dois anos, numa dessas idas e vindas de Miami. 

E agora, est namorando? 
At este momento s tinha aberto essa histria para a famlia e gente do meu crculo mais prximo, mas, sim, apareceu um homem por quem me interessei de verdade.  ainda muito recente. Prefiro revelar o nome s quando tiver certeza de que  namoro para valer. Posso adiantar que ele  do meio sertanejo e um pouco mais jovem do que eu. 

O que a temporada fora do Brasil lhe ensinou? 
Meu ingls continua to pssimo como antes. O que aprendi mesmo nos Estados Unidos foi malhar todos os dias com disciplina. Voltei para o Brasil com as mesmssimas medidas de vinte anos atrs. 

Na separao, como ficou acertada a diviso dos bens? 
A vida toda fui scia do Zez. A diviso, ento, j estava estabelecida. Temos negcios variados: entretenimento, gado, construo. Nas empresas que so s dele, minha parcela  de 50%; das que mantm com o irmo, o Luciano, possuo cotas. Zez sempre viajou muito e eu, que fiz dois anos de faculdade de administrao e tenho pulso firme, tocava o business. 

Qual  o tamanho de seu patrimnio? 
Posso dizer que Zez e eu temos o suficiente para que os netos dos meus netos vivam muito bem. Para quem veio da roa como eu, esse dinheiro todo j encheu muito os olhos. Comprava dez bolsas Chanel numa tacada s, se me desse na telha. Tenho tudo que  grife no meu armrio: Louis Vuitton, Herms, Versace. Mas fui aprendendo a fazer um gasto mais qualificado. Tambm agora j tenho de tudo em grandes quantidades. No preciso mais daquela gastana toda. O ltimo item que comprei e me fez perder a linha foi um Porsche Cayenne. Paguei 155.000 dlares por ele em Miami. Entrei na loja, fechei o negcio e liguei na mesma hora para o Zez. Queria contar a novidade. Antes, carro eu s comprava com o aval dele. Foi meu grito de liberdade. 

A senhora ainda sai do srio quando a chamam de brega? 
Nunca mais aconteceu. Breguice vem da falta de conhecimento e de oportunidade. E eu agarrei a minha. Comecei a pesquisar, a reparar no modo como as pessoas se vestiam e a aprender a combinar as coisas. Soube fazer meu prprio estilo. Tambm mudei a forma de me alimentar. Antes comia o que queria a qualquer hora. Hoje, evito glten e lactose e adoro uma boa comida orgnica. A gente vai se sofisticando. E eu suei muito para isso: fiz curso de culinria, de moda, de etiqueta, de tudo o que aparecia. Organizo um jantar  francesa como ningum. 

 verdade que a senhora  recordista em cirurgias plsticas? 
Minha lista  bem grandinha, sim, mas no entrego o nmero. Posso dizer que dez delas foram s para trocar as prteses dos seios, por causa da rejeio. Virei at objeto de estudo. Meu caso correu vrios centros de pesquisa americanos. Os mdicos queriam entender como algum como eu, sem problemas de sade nem alergias, se dava to mal com o implante. Meus seios ficavam duros como pedra, e l ia eu enfrentar a faca de novo. Uma vez, precisei trocar o silicone porque furou depois que umas amigas me jogaram na piscina. Sa dessa ainda com duas costelas quebradas. Fiz tambm algumas lipoaspiraes, por pura preguia de me matricular na academia. Queria porque queria ter as pernas mais finas. J Botox, no tenho nadinha no rosto. No tenho problema em assumir o que fao, mas nem todo mundo  assim. Cansei de cruzar com gente famosa nas clnicas  gente que sai dando entrevista por a dizendo que emagreceu para essa ou aquela novela  base de salada e grelhado.  

Apesar das cifras milionrias, a senhora acha que os sertanejos ainda so alvo de certo preconceito no showbiz? 
Ainda existe o preconceito, mas diminuiu e muitas vezes  da boca para fora. Hoje, voc vai a um show e v gente da alta sociedade sentadinha l, bem na primeira fila, vibrando. Com a minha famlia, h uma grande diferena entre antes e depois de 2 Filhos de Francisco. O filme humanizou a gente, mostrando que no somos um bando de deslumbrados em busca da fama. Chegamos aonde chegamos  custa de trabalho duro. Muitas pessoas que me criticavam e julgavam vieram me pedir desculpas. 

O filme foi fiel  histria real? 
No geral foi, mas tem um qu de romantizao no enredo. A vida real era ainda mais dura e mais miservel do que a mostrada na tela  tanto na infncia de Zez e Luciano como nos primeiros tempos em So Paulo. Muitas vezes, o desespero batia e Zez falava em procurar um bico qualquer, em desistir da carreira, mas eu nunca deixei. Seria leviano dizer que a dupla no existiria sem mim, mas posso afirmar que sempre estive na base dessa famlia e desse imprio que construmos. Sou tambm filha de Francisco. 

Em 2011, numa das crises da dupla, Luciano chegou a anunciar durante um show que a dupla iria acabar e at parou na UTI de um hospital. O que de fato aconteceu? 
Essa  uma histria deles, na qual preferi nunca me meter. Alguns amigos at me criticaram, porque na poca eu no liguei para o Luciano. Mas entendi que era uma coisa de irmos, que brigam, rompem, mas acabam se entendendo depois. Tudo o que posso dizer  que a desavena no foi, como se noticiou, nem por cime do Luciano em relao ao protagonismo do irmo no palco nem pelo fato de a namorada do Zez ter estado na plateia naquele dia. Sim, porque disseram que o Luciano ficou irado e saiu em minha defesa. 

Essa hiptese no faz sentido? 
Sei que no foi isso que aconteceu, embora, ao longo de toda a nossa histria, o Luciano sempre tenha estado a meu lado, me apoiando. Ele j me defendeu muito de mulheres que apareciam com o firme propsito de infernizar o meu casamento, telefonando para o meu nmero e dizendo atrocidades. Quando eu queria ter conversas mais srias com o Zez, era ele que tirava todo mundo de perto. Coloquei o Luciano ainda adolescente dentro da minha casa, um cubculo espremido onde, para chegar ao banheiro, era preciso pular o colcho dele. Mesmo assim, apesar de toda a proximidade, nessa relao dos dois podem dizer o que quiserem: nunca me meti. 

O que pretende fazer no Brasil? 
Depois da temporada no bem-bom em Miami, quero pegar no pesado. Entrei de scia numa empresa de terraplenagem e vou continuar a gerenciar os negcios que tenho com Zez. O mundo dos sertanejos ser parte da minha vida para sempre. Sou muito prxima de um monte deles. A turma ainda me v como a mulher do Zez. Mas essa pgina eu consegui virar. 


1#4 MALSON DA NBREGA  PESQUENAS EMPRESAS E CAOS TRIBUTRIO
     Mais um retalho pode ser acrescentado  complexa colcha do sistema tributrio. Trata-se do projeto de lei complementar aprovado pelo Senado, ora sob apreciao da Cmara, que impede o uso da substituio tributria nas vendas s micros e pequenas empresas optantes do Simples Nacional. O Simples facilita o pagamento de tributos, enquanto a substituio tributria permite aos estados antecipar a receita do ICMS, cobrando-o no primeiro elo de uma cadeia produtiva. A nova lei ser um alvio para tais empresas, mas agravar o caos tributrio. 
     Benjamin Franklin (1706-1790) disse que "neste mundo nada  certo, salvo a morte e os impostos". Sugeria simplicidade na cobrana de impostos. Para Albert Einstein (1879-1955), "a coisa mais difcil de entender no mundo  o imposto de renda". Ele se referia aos Estados Unidos, cujas regras tributrias federais ocupam 74.000 pginas, a maioria sobre o imposto de renda. Dificilmente o contribuinte americano prepara sua declarao anual sem recorrer a especialistas. O Cato Institute estima que haja mais de 1,2 milho de contadores, advogados e outros prestando o servio por l. 
     O imposto de renda americano  muito complicado, mas a tributao do consumo  relativamente simples, na maior parte incidente apenas na venda ao consumidor (sales tax). No Brasil  o contrrio. O imposto de renda  relativamente fcil de declarar, mas os impostos sobre o consumo, que importam para a eficincia, so terrivelmente complexos. 
     At a II Guerra, os impostos sobre o consumo se incorporavam ao custo dos bens e servios, incidindo em cascata sobre eles mesmos. Geravam ineficincias. As empresas tinham ganhos tributrios se adquirissem menos bens e servios de terceiros. Produzir tudo ou quase tudo economizava tributos, mas inibia a especializao, que  fonte de competitividade. 
     A soluo nasceu na Frana, em 1948, com o mtodo do imposto sobre o valor agregado (IVA), o qual incide apenas sobre o que se adiciona ao bem ou servio. Tributa-se a venda e desconta-se o valor pago nas etapas anteriores. Uma revoluo. Para Isaas Coelho, dedicado estudioso do tema, o IVA "foi uma das maiores inovaes das finanas pblicas no sculo XX". Os ganhos de eficincia foram incomensurveis. 
     Na reforma de 1965, o Brasil adotou o citado mtodo antes da maioria dos pases europeus. Optamos, infelizmente, por dois IVAs, um federal (IPI) e outro estadual (ICM, depois ICMS), e por um imposto municipal em cascata (ISS). Aplicado em vrias jurisdies, o ICM requeria harmonizao de regras, como na Unio Europeia. At 1988, existiu a harmonizao, mas a nova Constituio concedeu aos estados a liberdade de legislar sobre o tributo. Mais do que desarmonia, virou baguna. 
     Ao mesmo tempo, a Unio criou tributos sobre o consumo que pioraram a situao. Os exportadores acumulam crditos que no recebem. Perdem competitividade. A substituio tributria, nascida para evitar a sonegao em poucos produtos, se generalizou e j representa 30% da arrecadao do ICMS. Na prtica,  uma cascata. 
     O sistema ficou invivel para empresas menores, que no tm estrutura para assimilar sua complexa e mutante teia de regras. A sada foi o Simples Nacional, que  justificvel mas adicionou novas distores. O Simples no gera crditos para etapas subsequentes, transformando-se em outra modalidade de tributao em cascata. As empresas optantes tendem a ser evitadas como fornecedores de empresas exportadoras. O Simples inibe a expanso das micros e pequenas empresas, j que podem ser desenquadradas do regime diferenciado e migrar para o inferno tributrio. A nova lei que as beneficia elevar custos, pois obrigar quem vende a elas a identificar sua classificao em cada operao. 
     J tarda uma reforma para racionalizar o sistema tributrio, incluindo a reviso do tratamento diferenciado s empresas menores, que se restringiria a casos limitados, como em outros pases. A maioria delas poderia, ento, cumprir obrigaes tributrias como outra qualquer e alimentar o sonho de ser grande. Se a Microsoft e a Apple tivessem nascido no Brasil de hoje, talvez continuassem pequenas e desconhecidas.
MALSON DA NBREGA  economista


1#5 LEITOR
RACISMO
Parabns pela reportagem "Eles ficaram s com a casca" (7 de maio). Sou espanhol, moro no Brasil e tenho vergonha do que aconteceu no estdio do Villarreal e de outras aes racistas em meu pas. Achei muito boa a reao do jogador Daniel Alves e apoio seu movimento. Na reportagem de VEJA, acho que faltou destacar os vrios apoios na Espanha ao jogador do Barcelona. Artistas, jornalistas... todos eles comendo banana no dia seguinte ao acontecimento e falando da estupidez de alguns torcedores. Infelizmente, na Espanha h ignorantes racistas  como em outros pases, incluindo o Brasil. Temos muito a melhorar, mas no acho que a sociedade espanhola seja racista nem preconceituosa. 
DIEGO BALLESTEROS GONZLEZ 
Por e-mail 

Exmia a atitude do jogador Daniel Alves, que soube lidar brilhantemente com uma ao deveras repugnante. Os atos racistas somente cessaro quando se perceber que a quantidade de melanina no torna as pessoas superiores nem inferiores, somente traz variaes dentro da mesma espcie  a Homo sapiens. 
RODOLFO ROCHA 
Curitiba, PR 

Sim, ns temos banana e muito orgulho do craque Daniel Alves! 
ROBERTO DONIZETTI 
Mogi das Cruzes, SP  

O gesto do jogador Daniel Alves ao comer a banana foi emblemtico contra o racismo. Ele teve muita presena de esprito. Mas sou perfeccionista e dou-lhe nota 9, porque cometeu duas pequenas falhas que no invalidam a sua atitude. Primeiro, deveria ter comido a banana bem devagar; segundo, no deveria ter jogado as cascas no cho, e sim t-las mantido na mo para, depois, entreg-las ao bandeirinha pedindo que as colocasse no lixo, "por favor". Seria uma perfeita aula de educao e estilo para idiotas e afins. 
WALDENIO DE JESUS SOARES DA ROCHA 
Fortaleza, CE 

Daniel Alves foi inteligente ao comer a fruta e deu um tapa com luva de pelica no preconceito. 
JARDEL LUIS ZALOTINI 
Campinas, SP 

Sou totalmente contra o racismo e considero louvvel toda e qualquer manifestao contra ele. No entanto, devemos dar a cada coisa o seu peso e importncia devidos. Uma simples banana causa uma comoo em redes sociais e todos os tipos de mdia, inclusive entre artistas, esportistas e formadores de opinio. Por que ser que o povo brasileiro no se mobiliza nem se revolta diante de tanta corrupo, desvio de verbas, falta de hospitais, falta de escolas e de tantas coisas de que somos carentes? Ser que uma banana  mais importante que a cidadania de toda uma nao, que s se lembra do pas em frente  TV vendo futebol? Realmente, temos o que merecemos... 
ANDR REDA 
So Jos do Rio Preto, SP 

A hashtag #somostodosmacacos  mais uma das muitas idiotices da modinha das selfies. Serem comparadas a macacos  provavelmente a primeira e a mais frequente ofensa racial sofrida pelas pessoas de etnia negra. Afoitas por likes de Twitter e Facebook, as celebridades comendo banana transformaram o assunto numa grande brincadeira, sem atentar para o fato de que os maiores atingidos por tal ofensa  os negros  querem e merecem distncia de qualquer comparao com esse ou qualquer outro animal. No somos todos macacos. Negros no so macacos. Ningum  macaco. Racismo  crime e deve ser combatido com punies severas, no com bananas. 
HID HISHINUMA 
Niteri, RJ  

Sou mdico e acho que VEJA cometeu uma pequena impreciso cientifica ao citar que " possvel existir maior variao gentica entre, por exemplo, dois suecos do que entre um deles e um negro africano". A citao correta seria "estudos com DNA mitocondrial provam sem sombra de dvida que existe maior semelhana nesse material entre um sueco, um ndio ianommi, um alemo e um aborgine da Austrlia do que entre dois negros africanos quaisquer". Essa surpreendente descoberta levou  ideia da "Eva gentica", que seria uma mulher que teria migrado h cerca de 150.000 a 200.000 anos para fora do continente-bero de toda a humanidade (a frica) com alguns poucos homens. Esse grupo teria prosperado e seguido vrias rotas, tendo por fim dado origem a todos os humanos no africanos modernos. As diferenas evidentes no fentipo entre pessoas atuais se devem  simples adaptao aos ambientes que esses migrantes foram encontrando. Uma das presses evolucionrias mais fortes  a luz solar. Ela propicia a sntese de vitamina D, mas ao mesmo tempo pode causar cncer de pele. A resposta evolucionria foi a melanina, que protege a derme. Da a tendncia de negros modernos terem propenso ao raquitismo em pases com pouca luz solar, ao passo que os ingleses que colonizaram a Austrlia apresentam altas taxas de cncer de pele. 
JOS MARCELLINO DE ALMEIDA NETO 
Por e-mail 

CLUDIO HADDAD 
Com magistral segurana e repleto de dados objetivos, o doutor em economia Cludio Haddad denunciou o cerne do projeto de poder do PT: a atuao na conscincia das pessoas como parte de sua preparao para o regime pregado por Antonio Gramsci (1891-1937), que recomendava a chegada ao comunismo no pela fora, mas por meio da persuaso e da destruio das verdades no seio da juventude ("O objetivo  doutrinar", Entrevista, 7 de maio). Cumprimento-o pela lucidez. 
JOS PASTORE 
Professor da Universidade de So Paulo 
So Paulo, SP 

 assustadora a constatao de que nada mudou nas universidades brasileiras. Durante os anos 1992 a 1996 fui aluna da faculdade de pedagogia de conceituada universidade em Minas Gerais. Ao ler a entrevista de Cludio Haddad me vi de volta s salas de aula. O discurso era exatamente o mesmo que se percebe nas questes do Enade, citadas por Haddad. Um caldo ideolgico perpassava por todo e qualquer contedo. Em vez de produo de conhecimento, o que havia era imposio ideolgica. Ou se repete o discurso ou se  reprovado. Assim me parecia. Muitos nadavam de braada naquele caldo e se candidatavam a professores na instituio. Decorvamos certas expresses, tais como "opo pelo social", "direito de cidadania", "conscincia tica". De fato, textos curtos e apostilados constituam a colcha de retalhos na qual todas as disciplinas se aconchegavam desde muito antes. , de fato, desolador saber que tudo continua o mesmo. 
HELENA MARIA RIBEIRO 
Belo Horizonte, MG 

A entrevista com o doutor em economia Cludio Haddad, sobre a ideologizao do ensino, expe a absurda deformao do projeto pedaggico brasileiro, cujo contedo mais confunde do que orienta. A lucidez do doutor Haddad mostra que o atual formato didtico exclui a prtica poltica, enquanto manifestao legtima da sociedade, e a substitui pela doutrinao pura e simples. Compartilho sua interpretao por observar que o ambiente acadmico est poludo pelo radicalismo ideolgico, que, distorcendo os fatos, pretende reescrever a histria. 
AULER JOS MATIAS 
So Paulo, SP 

Brilhante e oportuna a entrevista com Cludio Haddad. Para alm dos efeitos deletrios na educao nacional, a doutrinao ideolgica nas escolas explica a razo de a teoria marxista encontrar tantos adeptos no Brasil: ela sacrifica a meritocracia, justifica a vagabundagem e a preguia intelectual e ainda transforma vagabundos em vtimas de uma suposta "injustia social". 
JOS ALBERTO CALIANI 
So Paulo (SP), via tablet 

O objetivo dos exames nacionais (Enem e Enade)  controlar a reteno de idiotias e cacoetes discursivos de esquerda. Doutrinao  coisa do passado, sofisticada demais. A meta agora  idiotizar. 
NELSON ALVES DE SOUZA FILHO 
Quebec (QC), Canad 

O Enade  o controle de qualidade do grande empreendimento ideolgico em que se transformou a educao no Brasil. Para reverter esse quadro  preciso conscientizar os estudantes do direito que eles tm de no ser doutrinados por seus professores. Por isso, temos defendido a afixao em todas as salas de aula de cartazes com os seguintes "Deveres do Professor": 1) o professor no abusar da inexperincia, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de coopt-los para esta ou aquela corrente poltico-partidria, nem adotar livros didticos que tenham esse objetivo; 2) o professor no favorecer nem prejudicar os alunos em razo de suas convices polticas, ideolgicas, religiosas, ou da falta delas; 3) o professor no far propaganda poltico-partidria em sala de aula nem incitar seus alunos a participar de manifestaes, atos pblicos e passeatas; 4) ao tratar de questes polticas, socioculturais e econmicas, o professor apresentar aos alunos, de forma justa  isto , com a mesma profundidade e seriedade , as principais verses, teorias, opinies e perspectivas concorrentes a respeito; 5) o professor dever abster-se de introduzir, em disciplina obrigatria, contedos que possam estar em conflito com as convices religiosas ou morais dos estudantes ou de seus pais. 
MIGUEL NAGIB 
Advogado e coordenador do www.escolasempartido.org 
Braslia, DF

IBER CAMARGO
Gostaria de cumprimentar VEJA pela bela reportagem "A guerra dos cem anos" (7 de maio), sobre o artista Iber Camargo, um dos mestres do expressionismo brasileiro. O jornalista Marcelo Marthe, em seu texto, conseguiu, de forma absolutamente diferenciada, fazer uma anlise crtica estruturada e de grande qualidade sobre o trabalho desse importante artista, cujo centenrio est sendo comemorado neste ano. A Editora Abril est de parabns pela excelente reportagem. 
JORGE GERDAU JOHANNPETER 
Vice-presidente do conselho superior da Fundao Iber Camargo 
Por e-mail 

J.R. GUZZO 
Brilhante anlise de J.R. Guzzo no artigo "Brasil brasileiro" (7 de maio). Esse sentimento anti-So Paulo  recorrente e insidioso no pensamento e na ao dos coronis do Brasil. No corresponde, porm, ao sentimento popular, de milhes de brasileiros de todos os estados que reconhecem e respeitam o papel receptivo e agregador de So Paulo. Senti o mesmo em Braslia, quando era membro da Comisso de Reforma Tributria em 2003. Escrevi o livro So Paulo, Brasil: Discutindo a Relao, que aborda exatamente esse tratamento de bode expiatrio, inspirador de justificativas de verdadeiros problemas regionais. 
WALTER FELDMAN 
So Paulo, SP 

Sou mineiro e considero So Paulo o estado mais generoso da federao. Sua capital, So Paulo, no  diferente, tanto que, desde sempre, vem recebendo de forma amiga e acolhedora milhares de famlias do pas e de todas as partes do mundo. Tanto o estado como sua capital nada tm de sentimento egosta, elitista ou separatista. Trata-se simplesmente de regio onde se trabalha e se produz (e muito) em prol do Brasil. Ingratos e oportunistas so os monstros, nada sagrados, mencionados por J.R. Guzzo em seu excelente artigo. 
CARLOS MAGNO DO AMARAL VELOSO 
Belo Horizonte, MG 

No braso de armas da capital paulista est escrito "Non ducor, duco" (No sou conduzido, conduzo). , sim, um estado diferenciado em todos os setores, para melhor. Sua populao  preparada para o sucesso. Sou mineiro de nascimento, mas tive a sorte de participar, desde a minha juventude, durante 21 anos, da saga paulista. Em outra gerao, gostaria de nascer, viver e morrer paulista. 
LUIZ CECCOTI NETO 
Pouso Alegre, MG 

LOBO 
Que texto mais lindo o do msico Lobo ("O baterista", 7 de maio)! Que profundidade! Que intensidade! Atravs da leitura do texto descobri que toda deciso que tomei na vida foi acompanhada por uma imagem de um acordeo abrindo e fechando para gerar uma melodia. Aprendi que a msica se faz atravs do movimento e que o movimento  o combustvel do universo. Vida  msica! Msica  movimento. Vida  movimento! Vou retomar meus estudos de acordeo. Obrigado, Lobo. 
FERNANDO RIZZATO 
Yerevan, Armnia, via tablet 

Bela a coluna de Lobo. Reli-me nas suas linhas apaixonadas e posso dizer que o seu desejo de que "cada leitor experimente intensamente essa paixo" foi realizado: sou uma professora que ama a profisso e reencontra a alma a cada dia em sala de aula. 
NANCY DOS SANTOS CASACRANDE 
So Paulo, SP 

 isso mesmo, Lobo. Na dana da vida, custamos a entender o ritmo e os tempos. Durante a juventude, queremos acelerar tudo, e, quando entendemos que o tempo no para, desejamos viver os bons momentos em cmera lenta, saboreando uma fruta no p. Na ausncia do som, aprendemos a entrar em contato com o pulsar do universo, e ento finalmente nos damos conta de que a msica no tem comeo, meio nem fim. 
ANGLICA KANASHIRO 
So Paulo, SP, via tablet 

LYA LUFT 
No artigo "Repolhos iguais" (7 de maio), a escritora Lya Luft narra com extrema clareza o que esto tentando fazer no Brasil sobre a diversidade. A crnica serve de alerta para as peculiaridades que existem em cada cidado. No podemos generalizar o ser humano.  preciso pensar diferente  e  exatamente o que Lya nos prope. Amei o belo e importante texto. A diversidade precisa e deve ser mais bem assimilada em nosso dia a dia. Lya, voc tocou na ferida. Parabns. 
SRGIO DE OLIVEIRA 
Nova Lima, MG 

COLLOR E LULA 
Infeliz o pas que foi obrigado a optar entre Fernando Collor e Lula na eleio de 1989. Hoje, ambos esto empenhados em manipular a histria, para maquiar os inmeros males fsicos e morais que infligiram  nao ("Retocando o passado", 7 de maio). 
CIP LOPES 
Braslia, DF 

TRIGO 
A reportagem "O trigo da discrdia" (7 de maio) traz mais um engodo entre os inmeros criados pela indstria do emagrecimento. O glten  nocivo somente para pessoas com doena celaca ou outras formas de intolerncia  substncia. Existem, inclusive, evidncias de que gros ricos em glten, especialmente o trigo, so importantes para a flora bacteriana intestinal e para o sistema imunolgico, entre outros benefcios. Como bem colocou o professor Valentim Gentil Filho, a dieta sem trigo "emagrece" devido  retirada de carboidratos e, consequentemente, de calorias. Uma dieta balanceada ser igualmente eficaz e mais saudvel. 
MARCELLO D. BRONSTEIN 
Professor doutor de endocrinologia e metabologia do Hospital das Clinicas da FMUSP 
So Paulo, SP 

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o nmero da cdula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redao, VEJA - Caixa Postal 11079 - CEP 05422-970 - So Paulo - SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


1#6 BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

NOVA TEMPORADA 
FERNANDA FURQUIM 
Srie de TV 
O canal STV, da Esccia, desenvolve um projeto de srie que gira em torno da vida de Robert Roy MacGregor, conhecido como Rob Roy, o Robin Hood escocs. Situada no incio do sculo XVIII, a srie apresentar uma verso fantasiosa da vida de Roy e seus amigos. www.veja.com/temperada 

DE PARIS 
ANTONIO RIBEIRO 
Portinari 
Depois de restaurado no Brasil e antes de voltar ao lugar de origem, a sede das Naes Unidas em Nova York, o dptico monumental Guerra e Paz  dois painis de 14 metros de altura por 10 de largura , a derradeira obra de Portinari, o principal pintor brasileiro, est  mostra em Paris. www.veja.com/deparis 

VEJA MERCADOS 
GERALDO SAMOR 
Inflao 
Bares no interior de Minas Gerais j foram avisados pelo revendedor da Coca-Cola na regio: na prxima compra, aquela garrafinha de 237 mililitros com valor sugerido de 1 real vir com um novo preo: 1,30 real. A reviso na tabela vem uma semana depois de o governo anunciar o segundo aumento no imposto de cervejas e refrigerantes em um ms. www.veja.com/vejamercados 

CIDADES SEM FRONTEIRAS
GOOGLEGLASS EM DISCUSSO
O Google Glass ainda est longe de ser um dispositivo ao alcance da maioria dos mortais, mas mesmo assim seu uso j tem provocado vrios debates. Nos Estados Unidos, alguns estabelecimentos decidiram proibir a entrada de usurios do Glass. O engenheiro de software Daen de Leon, residente em So Francisco, iniciou a campanha "Glasshole-free" (algo como local livre dos idiotas de culos), para mapear endereos da cidade onde o equipamento no  bem-vindo. Cinemas, teatros e bares esto entre os adeptos. Nas palavras de Leon, o intuito no  causar um apartheid tecnolgico, mas assegurar a privacidade dos frequentadores.
www.veja.com/cidadessemfronteira 

SOBRE PALAVRAS
QUANDO O CORAO LATE
O verbo latir veio do latim glattire, "ladrar, berrar, gritar", ao exclusiva, em sua acepo primeira, de cachorros. O fillogo catalo Joan Corominas faz uma distino sutil, afirmando que glattire se diferencia de latrare, termo em que fomos buscar o verbo ladrar, por se referir a sons mais agudos e entrecortados, do tipo que os ces emitem quando sentem dor. Essa diferenciao se conserva mais presente em espanhol do que em portugus, idioma em que empregamos latir como simples sinnimo  e mais corrente  de ladrar. Ocorre que, segundo o mesmo Corominas, latir passou ainda a ser usado  em espanhol j no sculo XV, mas tambm em portugus  com o sentido figurado de "palpitar ou pulsar o corao ou uma artria". Tudo indica que o som agudo e entrecortado emitido por cachorros em momentos de desespero inspirou esse uso metafrico do verbo.
www.veja.com/sobrepalavras 

QUANTO DRAMA
GERAO BRASIL
Pamela Parker  mais uma diva a entrar para a galeria de Cludia Abreu. Na novela Gerao Brasil, a atriz a interpreta sem se repetir, como seria fcil supor aps a Chayene de Cheias de Charme. O tique da estrela de cinema de se movimentar como se estivesse sendo filmada o tempo todo, o sotaque afetado de "americana filha de modelo brasileira" e os enganos de gringa  "No Brasil, sou praticamente a mineira do acaraj"  so garantia de sucesso.
www.veja.com/quantodrama 

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com 


